Após um tempo de ausência e inexplicável carência.
Estou de volta pra mim.
Rasguei a colcha de mim e um retalho bordei.
Com cores vivas pintei e o aderi a meu ser.
Mas, o retalho partiu rasgou pedaços do eu.
Mas, com cuidado e sem dor, costuro o que ficou.
Retomando passo a passo nessa volta para mim.
Recobro a serenidade, descubro outras verdades e entendo a realidade,
Estou de volta pra mim.
Vislumbro a calma e quietude de ter de volta o domínio,
De tudo que existe em mim.
Ainda expresso o que sinto, mas, sem muito alarido,
Valorizando os momentos e extravasando o meu grito.
Olho então dentro em mim e consigo ver quem sou,
Na tênua compreensão, de situações acorridas, mas, que não foram em vão.
Descanso na espera, das coisas que ainda virão,
Querendo lidar com elas, sem abandonar o meu ser, nem me perder na emoção.
A paz me possui agora,
Já não me encontro e deriva,
Peguei o leme do barco, manobra certa eu fiz,
Já não me encontro perdida.
Estou de volta pra mim.
Um comentário:
tão bom se reencontrar... realmente um momento ímpar. essa sua poesia tem uma boa dose de filosofia. quem somos nós? somos, ao mesmo tempo, um bando de nós! rssss... bjim.
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